Pai que viu filho ser atropelado e matou motorista será julgado em Goiânia na quarta-feira (10/9)
- MAGAL LOPES
- 9 de set.
- 2 min de leitura
Dedilson será julgado por homicídio privilegiado, quando o crime é cometido sob forte emoção

O julgamento de Dedilson de Oliveira Sousa, que viu o filho ser atropelado e matou a pedradas o motorista Francilei da Silva Jesus, será realizado na próxima quarta-feira (10/9), em Goiânia. O júri popular ocorrerá na 2ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri da capital, com início previsto para as 8h30. O réu responde por homicídio privilegiado, quando o crime é cometido sob forte emoção ou por relevante valor social ou moral. O caso aconteceu em 17 de dezembro de 2022 e a criança, de apenas 8 anos, foi a óbito no local.
Para os advogados de defesa que representam o réu, o pai agiu em legítima defesa e em estado de extrema comoção ao ver o corpo do filho ainda no local. Para eles, o episódio não foi premeditado e a reação de Dedilson teria sido para impedir que o motorista fugisse do local.
Segundo os advogados, o motorista Francilei havia consumido bebida alcoólica antes de assumir a direção do carro, o que teria contribuído para o acidente. A Polícia Civil, ao realizar a vistoria no veículo, encontrou um copo térmico com bebida alcoólica no console, reforçando a suspeita de embriaguez.
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Na época, Dedilson afirmou que sua intenção não era matar o motorista, mas mantê-lo no local até a chegada da polícia. Em depoimento, ele relatou que o condutor tentava fugir sem prestar socorro e que a luta corporal começou quando tentou segurá-lo. Ele disse que chegou a desmaiar durante a briga e, ao retomar a consciência, viu Francilei tentando fugir. Nesse momento, pegou uma pedra e o atingiu.
Motorista tinha sinais de embriaguez, aponta investigação
O atropelamento que motivou o crime aconteceu na Avenida dos Pirineus na capital. Dedilson e o filho estavam vendendo balas no canteiro central quando foram atingidos por um carro em alta velocidade. O impacto arrastou a criança que tinha apenas 8 anos por alguns metros, causando sua morte instantânea ao prensá-lo contra uma árvore. Dedilson sofreu apenas ferimentos leves. De acordo com a Polícia Militar e a Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict), o motorista apresentava sinais claros de embriaguez ao volante.
Após o acidente, o motorista tentou fugir, mas foi impedido pelo pai de Danilo, que iniciou a briga. Durante a luta, Dedilson pegou um pedaço de concreto e acertou a cabeça do condutor, que ficou gravemente ferido e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar e levado ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), onde morreu três dias depois.
Preso em flagrante, o Dedilson foi solto durante a audiência de custódia, a juíza responsável avaliou que, apesar da gravidade dos fatos, a prisão preventiva não era necessária naquele momento. Ela destacou que a gravidade do episódio não poderia ser dissociada da “fortíssima emoção” que o pai sentiu ao ver o filho morto e não uma premeditação. Ela ressaltou que o ato foi motivado por uma reação imediata diante da tragédia.
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