top of page

Delegada: Irmã de advogado administrava lucros do tráfico e negociava drogas e armas

  • Foto do escritor: MAGAL LOPES
    MAGAL LOPES
  • 3 de set.
  • 2 min de leitura
ree

Jocelayne Letícia Gonçalves de Almeida, de 30 anos, também foi presa na manhã desta terça-feira (02), durante a “Operação Conductor”, que desarticulou uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas e venda de armas e munições na Grande Cuiabá. Ela seria responsável por administrar os ganhos e também negociar os produtos. O grupo já teria movimentado em torno de R$ 100 milhões.


A reportagem apurou que ela é irmã do suposto líder da organização, o advogado Douglas Antônio Gonçalves de Almeida, que também foi preso na ação. Os dois foram capturados em suas residências na cidade de Várzea Grande.


De acordo com a delegada Bruna Laet, responsável pelo caso, Jocelayne era a principal responsável por administrar os recursos da quadrilha e por definir os locais onde ocorria a entrega das drogas e armas.


"A irmã do líder da organização criminosa era responsável por receber, conferir e posteriormente fazer a distribuição de acordo com a determinação do líder", declarou.


As entregas, segundo ela, eram realizadas em estacionamentos de supermercados. O modus operandi eram realizados da seguinte forma: Jocelayne estacionava o carro destrancado, o comprador retirava a mercadoria e deixava o pagamento.


Além dos irmãos, as investigações apuraram que outros membros da família integravam o grupo criminoso. Algum deles, inclusive, tinham empresas fantasmas abertas em seus nomes para fazer a lavagem do dinheiro.


Lavagem de dinheiro


Entre as empresas de fachada utilizadas para lavar o dinheiro do tráfico, estava uma de energia solar, com endereço em Cuiabá. Em 2024, ela movimentou R$ 23 milhões.


As investigações apontaram que a empresa, que foi aberta em 2020, também era utilizada para receber valores de uma facção criminosa presente em Mato Grosso, por meio de reclusos no sistema penitenciário.


Outra empresa era uma farmácia, cujo endereço seria no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Porém, o prédio não existe. Além disso, o capital social da empresa saltou, em 2024, de R$ 5 mil para R$ 800 mil.


“O relatório de análise fiscal apontou que a empresa declarou rendimentos de R$ 548.794,16 em 2023 e R$ 219.994,20 em 2024, mas movimentou mais de R$ 13 milhões em 2024. Ou seja, há uma discrepância entre o declarado e os créditos. É evidente que ela era utilizada para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”, afirmou a delegada Bruna Laet.


Também havia empresas em funcionamento utilizadas para lavagem de dinheiro, como uma empresa de alimentos, que vendia sonhos, e uma distribuidora de bebidas. Ambas estão em Cuiabá


FONTE:ESTADÃO MT

GIRO DE NOTÍCIA

 
 
 

Comentários


Imagem do WhatsApp de 2023-09-28 à(s) 16.15.10_74ea361d.jpg
bottom of page