CRIANÇA TEM PARTE DO CABELO ARRANCADO POR PROFESSORA EM CRECHE DE GOIÂNIA, DENUNCIA MÃE
- MAGAL LOPES
- 15 de set.
- 3 min de leitura

A mãe de uma menina de 3 anos denunciou à polícia que a filha sofreu agressão de uma professora de uma creche conveniada com a Prefeitura de Goiânia. Segundo ela, a menina teve parte do cabelo arrancada e a orelha direita machucada pela profissional. Ao chegar à sua casa, a mãe fez um vídeo da filha contando o que aconteceu.
Em nota enviada ao g1, a Secretaria municipal de Educação (SME) afirmou que, assim que a coordenação da unidade tomou conhecimento do fato, acionou o Conselho Tutelar. A SME disse, ainda, que não admite qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes em suas instituições ou unidades parceiras.
A pasta não divulgou o nome da profissional suspeita de agredir a aluna. Por isso, a defesa não foi localizada. A reportagem procurou a instituição que administra a unidade e possui convênio com a Prefeitura de Goiânia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Segundo o registro de ocorrência feito pela mãe na Polícia Civil, a menina teria reclamado da agressão logo depois que saiu da unidade, no dia 13 de agosto. A menina disse que "a tia havia puxado forte o seu cabelo". Nesse momento, a mãe viu que a orelha direita da menina estava vermelha, aparentando ter sido apertada.
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) encaminhou a mãe e a menina ao IML, onde foram constatados hematoma avermelhado na orelha direita e presença de alopecia discreta, mas sem sinais de lesões no couro cabeludo. A conclusão do laudo do IML é de "vestígio de lesão corporal traumática por meio de ação contundente".
*Sensação de impunidade'*
Em entrevista ao g1, a mãe disse que, assim que a filha contou sobre o ocorrido, ela voltou ao centro educacional e falou com a coordenadora, que disse que não sabia o que tinha acontecido. Quando várias professoras entraram na sala, ela pediu para a filha apontar quem era a profissional, que, nesse momento, disse para a coordenadora a frase "eu posso explicar".
"A coordenadora, então, falou para a professora: 'Não precisa. Se for caso de demissão, você vai ser demitida'. E ela disse que iria olhar nas câmeras e mais nada, disse a mãe.
Passado quase um mês após o caso, a mãe diz que aguarda uma solução. "A minha sensação é de impunidade. A minha filha está sem creche. Até agora não arrumaram uma creche para ela", disse ela, que é mãe solo e desde então tem sido obrigada a levar a filha para o trabalho, em uma escola particular, porque não tem com quem a deixar. Ela afirma que as unidades oferecidas pela SME são muito distantes da sua casa.
Busca por imagens
A mãe afirma que foi à creche, em vários dias, pedir imagens do acontecido, mas a coordenação disse que não há. "Parece que onde aconteceu o fato, que foi no parquinho, não tem câmera. No resto da escola todo tem câmera", afirmou.
Segundo a mãe, no dia seguinte, a professora disse que o machucado tinha acontecido durante uma briga entre a sua filha e outra criança. Mas ela diz que a versão não faz sentido porque outra criança não teria força para arrancar o cabelo e porque, se fosse verdade, a mãe da criança agressora teria sido informada e chamada para conversar, o que nunca aconteceu.
"Eu quero saber se uma criança de 3 anos consegue fazer um estrago todo desse. Desde o primeiro momento, a minha filha falou 'foi a tia'. Ela nunca falou que foi um coleguinha", afirmou.
A Polícia Civil informou que o caso ainda é investigado pela DPCA, que está colhendo o depoimento dos envolvidos. A polícia não disse quais foram as pessoas ouvidas até agora.
FONTE:G1
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