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Brasileiro morto na guerra da Ucrânia enviou áudio à esposa horas antes: “Voltarei”; ouça

  • Foto do escritor: MAGAL LOPES
    MAGAL LOPES
  • 3 de set.
  • 2 min de leitura
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Um brasileiro morto na guerra da Ucrânia emocionou familiares e amigos ao deixar um último recado para a esposa poucas horas antes de cair em combate. Bruno de Paula Carvalho Fernandes, de 29 anos, natural de Governador Valadares (MG), enviou um áudio dizendo estar em paz e confiante de que retornaria para casa. “Não é uma despedida, jamais. É só uma mensagem de que daqui a uns dias estarei de volta. Deus é conosco”, afirmou. Ouça abaixo!


Últimas mensagens antes da morte

Segundo Cecília Fernandes, esposa do mineiro, a notícia da morte chegou por meio de uma integrante da equipe ucraniana com quem ele lutava na linha de frente. Bruno estava acompanhado de outros três combatentes — dois ucranianos e um brasileiro. Apenas o conterrâneo sobreviveu, mas permanece internado em estado grave e sem condições de fala.


A decisão foi mantida em sigilo até mesmo de parentes próximos. Bruno embarcou em fevereiro deste ano e completou 29 anos em solo ucraniano, em junho. Antes de se alistar, ele trabalhava como técnico de enfermagem em hospitais de Mantena e Governador Valadares, onde também atuou na linha de frente contra a Covid-19.


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Ferido e obrigado a voltar ao front

Pouco depois de chegar ao país, Bruno já havia sido baleado diversas vezes, inclusive na cabeça, e ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar de não estar totalmente recuperado, retornou ao combate. “Não podia recusar, estava sendo obrigado a ir”, contou Cecília. Ele morreu justamente no dia em que voltou à linha de frente.


Bruno deixou dois filhos: uma menina de 6 anos, que ele criou desde a gestação, e um menino de 5 anos, seu filho biológico.


Corpo em área de difícil acesso

Um colega que também atua no conflito relatou, em áudios, que o corpo de Bruno permanece em uma área de difícil acesso, o que atrasa o resgate. “Ele foi atingido na cabeça e nas pernas, sangrou muito e morreu sangrando”, disse.


A família aguarda orientações do Itamaraty para o traslado. O órgão já havia emitido alerta consular desaconselhando a participação de brasileiros em atividades militares no exterior.


FONTE:MAIS GOIÁS

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