top of page

Polícia Civil desmonta quadrilha que desviou cargas de fertilizantes avaliadas em R$ 6 milhões

  • Foto do escritor: MAGAL LOPES
    MAGAL LOPES
  • 25 de set.
  • 2 min de leitura
ree

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (25.9), a Operação Romaneio, que desmantelou um sofisticado esquema de desvio de fertilizantes agrícolas avaliado em R$ 6 milhões. A investigação aponta que 47 cargas foram desviadas do porto de Paranaguá (PR) e nunca chegaram ao destino em fazendas de um grande grupo do agronegócio. O caso envolve empresários, motoristas e funcionários da própria empresa vítima.


As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça após representação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, sendo 15 em Rondonópolis, um em Sorriso e outro em Ipiranga do Norte. A ação contou com apoio das delegacias regionais de Rondonópolis, Sorriso e Tapurah.


De acordo com a investigação, os desvios ocorreram entre junho de 2024 e julho de 2025, totalizando 2.273.520 toneladas de fertilizantes que desapareceram do trajeto. O prejuízo direto foi estimado em R$ 5,1 milhões, além de R$ 886 mil referentes ao pagamento de fretes. Os registros de recebimento eram fraudulentos e davam baixa nos sistemas internos como se a carga tivesse sido entregue corretamente.


Um dos elementos que mais chamaram a atenção da polícia foi a centralização das fraudes em um único ponto: 32 dos 47 registros falsos foram realizados a partir de uma máquina utilizada por apenas um funcionário em uma fazenda de Ipiranga do Norte. Além disso, uma empresa de transporte foi responsável por 36 cargas que não chegaram ao destino, recebendo, ainda assim, valores de frete mediante documentos considerados inidôneos.


No total, 25 pessoas são investigadas por participação no esquema, sendo cinco funcionários da empresa vítima, 11 motoristas ou proprietários de caminhões e nove empresários suspeitos de receptação. Segundo o delegado Mário Santiago, que coordena a investigação, o grupo utilizava “ardis tecnológicos” para simular entregas e garantir a ocultação dos desvios.


O nome da operação faz referência ao “romaneio”, documento que lista os itens de uma carga transportada. Conforme a GCCO, a falsificação ou vício desse documento foi a peça-chave que permitiu o esquema criminoso. A Polícia Civil pretende agora avançar na identificação dos receptadores e bloquear bens adquiridos com o lucro das fraudes para ressarcir a vítima.


FONTE:MT NOTÍCIA

GIRO DE NOTÍCIA

 
 
 

Comentários


Imagem do WhatsApp de 2023-09-28 à(s) 16.15.10_74ea361d.jpg
bottom of page