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Mato Grosso finaliza safra de milho com mais um recorde de produção

  • Foto do escritor: MAGAL LOPES
    MAGAL LOPES
  • 21 de set.
  • 3 min de leitura
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Mato Grosso encerrou a colheita da segunda safra de milho 2024/25 com números históricos que reforçam sua posição de liderança no agronegócio nacional e global. O estado alcançou 55,1 milhões de toneladas do grão, resultado 12,9% superior à temporada passada. Os dados constam no 12º e último Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Além do aumento na produção, a área cultivada também cresceu, atingindo 7,28 milhões de hectares, um avanço de 3,3% em comparação ao ciclo anterior. A Conab destacou que o desempenho recorde foi fruto da combinação entre fatores climáticos favoráveis, como a boa distribuição das chuvas, e o uso de tecnologias modernas no campo.


“O resultado é fruto da combinação das condições climáticas favoráveis, associada às práticas agrícolas avançadas com o uso de sementes de alta qualidade e manejo eficiente no uso de fertilizantes e contenção de pragas. Tal conjuntura culminou no recorde de produtividade e produção, beneficiando não apenas produtores locais como também o abastecimento nacional e global”, registrou a Conab no relatório.


A safra mato-grossense corresponde a 49% de todo o milho de segunda safra colhido no país. Em termos globais, representa cerca de 4% da oferta do grão, consolidando o Brasil como terceiro maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.


Para a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia do estado, Linacis Silva Vogel Lisboa, os números traduzem a força da cadeia produtiva mato-grossense.


“Alcançar 55,1 milhões de toneladas demonstra o alto nível tecnológico e de gestão adotado pelos produtores, o que se traduz em ganhos de produtividade e competitividade. Esse desempenho fortalece o setor logístico, amplia as exportações e garante maior circulação de divisas, consolidando Mato Grosso como um dos principais motores da economia nacional e um player relevante no mercado global de grãos”, afirmou.


Além de abastecer o mercado interno, principalmente a produção de ração animal e etanol, o milho mato-grossense tem destino certo nas exportações, que seguem em ritmo acelerado diante da demanda crescente da Ásia e da União Europeia.


PERSPECTIVAS PARA 2025/26


Enquanto Mato Grosso celebra uma colheita recorde, as projeções para o ciclo nacional 2025/26 apontam novo avanço. A produção total de grãos pode alcançar 353,8 milhões de toneladas, 1% acima do volume da safra atual. A estimativa foi divulgada na 13ª edição da “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026”, elaborada pela Conab em parceria com o Banco do Brasil.


Esse crescimento deve ser impulsionado pelo aumento da área cultivada, que pode chegar a 84,24 milhões de hectares em todo o país. A produtividade, no entanto, tende a recuar 2%, reflexo do patamar excepcional alcançado em 2024/25.


Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o cenário reforça a confiança do setor.


“Os dados apresentados mostram a confiança dos homens e das mulheres do campo para seguir com a produção. Há investimentos disponíveis, com volume recorde de recursos e condições diferenciadas de crédito, como juros reais negativos para a produção de alimentos, a partir do Plano Safra disponibilizado pelo governo federal”, destacou.


SOJA, ALGODÃO E ARROZ

A soja, carro-chefe do agronegócio nacional e também de Mato Grosso, deve crescer 3,6%, alcançando 177,67 milhões de toneladas em 2025/26. O algodão também segue em expansão, com expectativa de atingir 4,09 milhões de toneladas, beneficiado pela boa rentabilidade e vendas antecipadas.


No caso do milho, a tendência é de aumento na área semeada, puxada pela maior demanda de etanol e pela possibilidade de redirecionamento de compras asiáticas para o grão sul-americano. Ainda assim, a Conab prevê uma leve retração de 1% na produção total, estimada em 138,3 milhões de toneladas.


Já culturas como arroz e feijão devem apresentar estabilidade ou retração. O arroz enfrenta queda de área plantada e preços pressionados, enquanto o feijão, por ser de ciclo curto, deve manter produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, suficiente para atender ao consumo interno.


FONTE:ESTADÃO MT

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