top of page

Homem que carbonizou mulher trans viva em Mineiros é condenado a 67 anos de prisão

  • Foto do escritor: MAGAL LOPES
    MAGAL LOPES
  • 3 de out.
  • 2 min de leitura
ree

A Justiça de Goiás condenou José Wagner da Silva a 67 anos, 7 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato brutal de Mirella, mulher trans de 23 anos, em Mineiros, em setembro de 2024. No julgamento, que durou cerca de 10 horas, o juiz Matheus Nobre Giuliasse destacou que, ao carbonizar o corpo da vítima, o réu inviabilizou um enterro digno e privou os familiares do direito de preservar sua memória. O laudo pericial confirmou que Mirella ainda estava viva no momento em que foi incendiada. Além da pena em regime fechado, o condenado terá que indenizar a família da vítima em R$ 50 mil.


Segundo a investigação, José Wagner convidou Mirella para beber em sua casa após se conhecerem em um bar. Ao descobrir que ela era uma mulher transexual, passou a agir com ódio e desferiu vários golpes com uma pedra na cabeça dela. Ainda com sinais vitais, a jovem foi enrolada em uma lona, levada ao quintal e queimada.


O crime, cometido com extrema crueldade, gerou comoção social à época. Durante o julgamento, os jurados reconheceram que houve motivação por homofobia, além do uso de fogo e de recurso que dificultou a defesa da vítima. O tribunal também considerou que o réu tentou apagar vestígios ao limpar a cena e incinerar o corpo.


Na acusação, o Ministério Público ressaltou que “mulher trans mulher é” e defendeu a condenação integral. A defesa tentou reduzir a pena com alegação de confissão espontânea, mas os jurados rejeitaram os argumentos.


Além da pena de prisão – 65 anos, 1 mês e 18 dias por feminicídio e 2 anos, 6 meses e 2 dias por fraude processual – José Wagner deverá pagar R$ 50 mil de indenização mínima à família de Mirella, com acréscimo de juros e correção.


FONTE:MAIS GOIÁS

GIRO DE NOTÍCIA

 
 
 

Comentários


Imagem do WhatsApp de 2023-09-28 à(s) 16.15.10_74ea361d.jpg
bottom of page