Força Tática apreende R$ 51 mil e joias em ação contra facções em VG
- MAGAL LOPES
- 24 de set.
- 2 min de leitura

Durante patrulhamento da Operação Rede de Enfrentamento às Facções Criminosas (REFAC), a Força Tática do 2º Comando Regional da PM apreendeu, na noite desta terça-feira (23), em Várzea Grande, quase R$ 51 mil em espécie e um conjunto de joias de ouro dentro de um veículo. A apreensão ocorreu na Avenida Couto Magalhães, após os militares suspeitarem da manobra brusca de um carro branco que circulava pela região.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe Força 90 interceptou o automóvel de placa QAM-7F39. Nada de ilícito foi encontrado na revista pessoal, mas, ao vistoriar o interior do veículo, os policiais localizaram uma mala escondida sob o banco do passageiro contendo a quantia de R$ 50.975,00, além de correntes, pulseiras, braceletes, anéis e um relógio dourado. A descoberta levantou suspeita de lavagem ou ocultação de valores.
Os dois ocupantes do carro, identificados pelas iniciais T.F.F. (Thiago) e L.C.F.S.J. (Luiz), entraram em contradição ao explicar a posse do material. Thiago declarou ser o dono do dinheiro, enquanto Luiz afirmou que as joias lhe pertenciam. As versões divergentes foram consideradas inconsistentes pelos policiais, que encaminharam a dupla à Delegacia da Polícia Federal para investigação.
O material apreendido foi detalhado em relatório: três correntes de ouro, duas correntes com pingente, três anéis, um bracelete, duas pulseiras e um relógio. Embora não tenham sido encontrados entorpecentes, a quantia em espécie e a diversidade das joias reforçam indícios de movimentação ilícita, possivelmente vinculada a facções criminosas que operam em Mato Grosso.
A ação se insere no contexto da Operação REFAC, que integra forças policiais no combate ao avanço das facções na região metropolitana. Várzea Grande, devido à sua posição estratégica e proximidade com Cuiabá, tem sido alvo de operações constantes, já que a cidade figura como rota de circulação de valores, drogas e armamentos. Para especialistas, o episódio evidencia a sofisticação das organizações, que cada vez mais recorrem a métodos de ocultação patrimonial.
O caso reforça a necessidade de integração entre os diferentes níveis da segurança pública. Ao mesmo tempo em que a Força Tática atua na repressão ostensiva, cabe à Polícia Federal aprofundar as investigações financeiras e rastrear a origem dos valores. Para a população, a ocorrência expõe não apenas a eficiência da atuação policial, mas também o tamanho do desafio enfrentado pelo Estado no combate à criminalidade organizada.
FONTE:MT NOTÍCIA
GIRO DE NOTÍCIA










%2016_15_10_74ea361d.jpg)
Comentários