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Delegado: falsificados vão de roupa a remédio e vem do Oriente

  • Foto do escritor: MAGAL LOPES
    MAGAL LOPES
  • 22 de set.
  • 2 min de leitura
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O delegado titular da Decon (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor), Rogério Ferreira, afirmou que venda de produtos falsificados em Mato Grosso vem em sua maioria de países do Oriente e podem causar impactos na saúde e segurança da população.


As mercadorias variam de roupas até medicamentos no estado.


Se a comercialização é ilegal, obviamente que toda a cadeia é ilegal. E isso coloca em grave risco a saúde e a segurança dos consumidores

Segundo o delegado, a população pode ser prejudicada com produtos que não passam pelo aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), órgãos que controlam a qualidade dos produtos que circulam no país.


“Imagina você comprar um medicamento contrabandeado para dentro do país, sem registro na Anvisa. Quem garante que aquele medicamento é original? O que tem dentro daquela substância que você está injetando no seu corpo? Será que é realmente o medicamento que você está pretendendo tomar? E isso coloca em grave risco a saúde e a segurança dos consumidores”, afirmou.


Conforme Ferreira, a maioria desses produtos vem do Oriente, importados de forma ilegal e sem pagar tributos, o que também gera prejuízos financeiros ao estado.


“Nós não temos um levantamento no estado de Mato Grosso, infelizmente. Mas com certeza o prejuízo é grande, porque se no Brasil são aproximadamente R$ 500 bilhões perdidos todos os anos para a pirataria e aproximadamente 400 mil empregos formais deixam de ser gerados, então é de se entender que em Mato Grosso também [há grandes consequências]”, disse o delegado.


Rogério Ferreira – Sim, o comércio de produtos contrabandeados ou que entraram em Mato Grosso por meio de descaminho, falsificações e coisas do tipo, é forte em todo o nosso estado.


Normalmente são produtos que vêm de países do Oriente, importados de forma ilegal, sem pagar tributos

MidiaNews – Tem algum motivo específico para isso?


Rogério Ferreira – Não. Infelizmente, a pirataria é um mal que atinge todo o país, todo o Brasil. Por ano, o nosso país perde R$ 500 bilhões, aproximadamente, em receitas em razão da pirataria. Para que a gente possa ter uma ideia, isso equivale ao PIB de Mato Grosso durante dois anos.


Então, é como se o Brasil perdesse todos os anos com a pirataria, contrabando e falsificações, o equivalente ao PIB de dois estados de Mato Grosso. Nós temos um agro pungente que orgulha todo o estado e é motivo de orgulho em todo o país. Imagina que nós perdemos isso todos os anos, que dois estados de Mato Grosso deixam de contribuir com o crescimento do país, por conta da pirataria?


MidiaNews – E o contrabando de mercadorias, como ele funciona?


Rogério Ferreira – Normalmente são produtos que vêm de países do Oriente, importados de forma ilegal, sem pagar tributos, entram no Brasil por meio dos nossos portos ou por países vizinhos e acabam sendo distribuídos por todo o país.


Normalmente, por São Paulo, 25 de Março é um exemplo disso, um lugar que você faz grande distribuição de produtos contrabandeados, produtos falsificados. Há também empresas aqui dentro do país que falsificam esses produtos localmente e distribuem por todo o país.


FONTE:JORNALCIDADEMT

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