top of page

Comparsa de PM diz que não evitou assassinato por medo de também ser morto

  • Foto do escritor: MAGAL LOPES
    MAGAL LOPES
  • 2 de out.
  • 2 min de leitura
ree

Vitor Hugo Oliveira Silva, de 21 anos, afirmou que teve a possibilidade de evitar o assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, mas que não o fez por medo de também ser morto. Ele foi preso por pilotar a moto usada no crime, cujos disparos foram realizados pelo policial militar Raylton Mourão. Roseli foi assassinada no início de setembro.


A informação foi revelada pelo delegado Bruno Abreu, da Delegadia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso. Durante interrogatório, o rapaz, que já foi funcionário de Raylton, disse que foi chamado para "fazer um serviço".


"Hoje ele contou que o Raylton, um dia antes, foi até sua casa e disse 'olha eu preciso de você amanhã pra fazer um serviço pra mim'. Nas palavras do Vitor, ele entendeu que se tratava de um serviço de carpinagem, porque o Vitor já trabalhava com ele há dois anos", disse.


"Ele contou que saiu de casa às 3h da manhã e, quando foi por volta das 4h - do dia do crime -, ele entendeu que não se tratava de capinagem nenhuma e que alguma coisa de ruim iria acontecer. Quando o Raylton disse emparelha naquele carro ele sabia que o Raylton ia tirar a vida daquela pessoa. Ele teve o livre arbítrio de parar a moto e evitar o crime, ele disse que poderia ter evitado, mas que continuou porque ficou com medo de ser morto pelo Raylton", acrescentou delegado.


Rozeli foi morta com seis tiros no dia 11 de setembro, quando saía de casa para trabalhar no bairro Canelas, em Várzea Grande.


Questionado sobre o que teria recebido para ajudar o PM no crime, Vitor contou que um dia antes recebeu uma quantia de 180 reais e que, depois do assassinato, recebeu mais uma quantia em dinheiro, totalizando R$ 500. Além disso, Raylton ainda deu um aparelho celular para o rapaz.


Já a moto e a arma usadas no crime, ainda não foram encontrados. Vitor foi preso na tarde de terça-feira, 30 de setembro, na BR-070 quando fugia para a cidade de Cáceres (225 km de Cuiabá).


Raylton Mourão foi preso no último dia 22, após ficar 10 dias foragidos. Em depoimento, ele confessou a autoria e explicou que a motivação está relacionada a uma ação judicial que Rozeli tinha movido contra a empresa do PM após um acidente de trânsito.


Na ação, a vítima pedia em torno de R$ 24 mil por danos morais e materiais após ter tido seu carro danificado em um acidente provocado, segundo ela, por um caminhão da empresa do PM.


FONTE:ESTADÃO MT

GIRO DE NOTÍCIA

 
 
 

Comentários


Imagem do WhatsApp de 2023-09-28 à(s) 16.15.10_74ea361d.jpg
bottom of page